Orientando as novas crianças

Orientando as novas crianças

Orientando as novas crianças

Ao orientar as novas crianças, como pai, professor ou terapeuta, o ponto de partida é sempre se conectar internamente com a realidade individual de cada criança em particular. A base da verdadeira ajuda é a disposição para se abrir para o modo da criança experienciar a vida e se sintonizar com aquilo que ela lhe comunica verbal ou não verbalmente. A qualidade mais importante que se possui, quando se deseja lidar com essas crianças, é a capacidade de ouvir e estar aberto para algo novo. É menos relevante ter conhecimentos ou habilidades específicas. Isto pode até atrapalhar. As teorias sobre crianças da nova era freqüentemente partem de classificações gerais do comportamento externo. Síndromes e diagnósticos baseiam-se em sintomas observáveis externamente. Mas o que falta aí, e o que é vital para se conseguir tocar essas crianças com sucesso, é uma conexão interna com aquilo que a criança está experienciando: os sentimentos e emoções que provocam o comportamento exterior.

Para se olhar para alguém de uma forma aberta e sem preconceitos, é preciso abandonar conceitos e expectativas pré-concebidos. Você só consegue se conectar genuinamente com alguém (seja quem for), se em primeiro lugar se desapegar de tudo o que pensa que sabe a respeito dessa pessoa. Só então haverá espaço para estar presente no agora, de um modo verdadeiramente sensível e intuitivo. Esta também é uma forma maravilhosa de dar as boas-vindas a alguém, pois assim você está se permitindo ser tocado pela energia da alma dessa pessoa.

A partir de uma atitude tão fundamentalmente aberta – que é sentir a natureza do outro em vez de pensar – você consegue entrar em uma comunicação com a outra pessoa, que se torna benéfica e enriquecedora para ambos. A interação com uma criança nunca é unilateral. No relacionamento, vocês dois são professores em alguns pontos e alunos em outros. Isto é o que caracteriza todos os relacionamentos espirituais significativos.

Quando o relacionamento entre orientador e criança é definido de maneira tão clara e transparente, existem muitas possibilidades de amparar a criança em seu desenvolvimento. Mostrarei alguns desses caminhos, de um modo geral, que não pretende ser completo, mas apenas indicar uma espécie de direção geral.

 

- Avaliação positiva das suas qualidades únicas(que tornam a criança “diferente”).

Ajude-a a se lembrar de quem ela é. Ajude-a a perceber que sua alta sensibilidade e idealismo fazem parte das qualidades mais bonitas que ela possui. Permita que ela mesma se expresse a respeito dos aspectos em que se sente “diferente” e encoraje-a a descobrir como essas qualidades enriquecem e contribuem positivamente com o mundo. Encontre formas criativas em que ela possa expressar sua alta sensibilidade, de modo que isto lhe traga alegria. Junte-a com outras dessas crianças e deixe que elas compartilhem suas energias. 

 

- Desenvolvimento intuitivo.

Treinar suas capacidades intuitivas de forma divertida, ajudando-a a se conectar com seu corpo e suas emoções, reforça a autoconsciência. Conectar-se com a Terra, conhecer seus próprios limites e usar sua própria intuição para descobrir o que é bom para si mesmo, são habilidades que estas crianças sensíveis conseguem aprender facilmente, enquanto são jovens e descontraídas, ainda livres de autocontrole. Quando já são um pouco mais velhas, podem se sentir mais inibidas em relação à sua tendência natural a sentir, imaginar e fantasiar. Se for este o caso, é importante, em primeiro lugar, ajudar a criança ou adolescente a se conscientizar das emoções ou crenças limitadoras que bloqueiam o fluxo da sua intuição. Quando há problemas a este respeito, na maioria das vezes o fluxo de energia nos três chacras inferiores está bloqueado. Existem medos, frustrações e decepções nessas crianças que provocam sensação de insegurança, depressão e até vontade de morrer.

 

- Respeite a maturidade dessa criança enquanto alma.

Saiba que a grande sensibilidade e o fato de “ser diferente” foi uma escolha consciente dela e confie em sua capacidade inerente de resolver seus problemas. Não a trate como vítima. Apele para seus dons e talentos e, sempre que possível, permita que ela encontre suas próprias respostas e soluções. Encoraje-a a entrar em contato com sua paixão e inspiração, e ajude-a a descobrir como expressar e manifestar a sua energia inspiradora na Terra de um modo prático.

 

- Abra espaço para a auto-expressão.

A energia das novas crianças e adolescentes pode ser tão etérea e idealista que pode parecer intangível. É importante que elas se expressem na forma material. Pode ser de um modo criativo, como pintando ou compondo música, ou pode ser através de esportes ou jogos. O importante é que elas saibam como “aterrar” sua energia e torná-la visível para os outros. Desta forma, elas canalizam sua energia para a Terra. Em todas esta coisas, o ponto de partida deveria ser que elas gostem de se expressar na forma material. Quando são incentivadas a explorar e experimentar livremente, elas encontram, por si mesmas, as formas mais convenientes para elas.

 

- Medicina alternativa

Formas de tratamento suaves, holísticas, como leitura de aura, tratamentos e remédios alternativos, podem ser muito úteis para se lidar com os sintomas físicos destas crianças, que se relacionem com seu excesso de energia e sua condição psicológica. Por serem muito sensíveis à energia, estas crianças reagem facilmente a formas de tratamento focadas principalmente no nível energético (na psique) e apenas de modo secundário no corpo. No entanto, também é importante que não se escolha um tratamento ou remédio baseado somente nos sintomas externos, mas que se faça uma conexão interna com a situação exclusiva daquela criança em particular. Como pais ou terapeuta, pode-se perguntar à criança, no nível interno, se tal tratamento é benéfico para ela. E uma vez que ela já tenha idade suficiente, a própria criança pode ser envolvida nessa escolha.

 

- Educação.

Formas iluminadas de educação tomam como ponto de partida a criança e seu mundo interior. No passado, o conhecimento geralmente era “despejado” na criança num estilo “de cima para baixo”. Ela era considerada um recipiente vazio que precisava ser preenchido com habilidades e conhecimentos úteis. No entanto, quando se enxerga a criança como uma alma madura com seus próprios interesses e metas, a educação passar a ter uma forma muito diferente. O desafio não é tanto transformar o nada em alguma coisa, mas despertar e liberar algo que já está presente dentro da criança: a energia natural da sua alma que deseja se manifestar e se expressar no mundo material. A criança tem uma tendência natural a querer aprender, explorar e descobrir muitas coisas sobre o mundo. Só quando ela é sistematicamente forçada a receber um conhecimento que não se relaciona com o modo com que ela experiencia as coisas, é que a criança se torna relutante e sem vontade de aprender. A base da nova educação é preservar e trabalhar com a ânsia natural que a criança tem de aprender. Neste tipo de abordagem, o papel do professor é bem diferente. O que lhe é pedido, em primeiro lugar e principalmente, é que esteja presente com a criança de um modo aberto e intuitivo. O professor parte da suposição de que se pode confiar nas capacidades naturais e únicas de cada criança. Ele permite que a criança mostre o caminho, dando-lhe suporte através do fornecimento do conhecimento e dos materiais que ela precisa para atingir suas metas.

Pamela Kribbe  jeshua.net